Compra da casa própria: 10 perguntas antes de fechar negócio

Responda estas 10 perguntas antes de realizar a compra da casa própria

A compra da casa própria é o sonho de muitos brasileiros. Em função disso, também é comum que as emoções acabem influenciando na hora de fechar negócio. Muitas vezes, a ansiedade leva a pular etapas ou a desconsiderar o próprio orçamento. A falta de critério e planejamento ao tomar esta decisão pode ter consequências graves na sua vida financeira e pessoal. Evite problemas no futuro e faça a sua escolha equilibrando o lado emocional e o lado racional. Responda estas 10 perguntas antes de realizar a compra da casa própria:

1. Esta é a hora certa?

A hora certa não depende somente de ter condições financeiras. Assuntos pessoais e profissionais são determinantes para o sucesso da compra de um imóvel. Tudo está relacionado ao projeto de vida. Ter uma vida estável, tanto na vida familiar quanto na carreira, é um ponto muito importante. Ainda mais para quem pensa em financiamento a longo prazo. O tamanho e a localização do imóvel também estão diretamente ligados a essas questões. Se está nos seus planos ter filhos, por exemplo, faz sentido comprar um apartamento de três quartos.

2. Quanto devo pagar à vista?

Em relação ao dinheiro, a primeira recomendação para quem quer comprar um imóvel é pagar a maior parte possível à vista. E financiar o menor valor. Para isso, vale a pena esperar e economizar durante alguns anos. Há quem diga que a entrada deve ser de, no mínimo, 50% do valor do imóvel. Se a ideia de ter que juntar tudo isso antes te desanima, uma opção é escolher um apartamento menor ou em outra localização. Até encontrar um lugar compatível com a sua realidade financeira.

3. Qual o valor da parcela?

Todas as parcelas da vida financeira de uma pessoa, incluindo prestação de carro e de outros bens, deveriam somar, no máximo, 20% da renda. Se passar disso, você corre um grande perigo de se tornar inadimplente em alguma área da vida. Para quem ganha R$ 3.000, por exemplo, a ideia seria comprometer, no máximo, R$ 600 com parcelas a pagar. Às vezes acreditamos que podemos dar conta das dívidas de qualquer jeito, trabalhar bastante e pagar tudo. Mas existe um limite na nossa capacidade de gerar renda.

4. Será que compensa fazer um financiamento longo?

Muita gente pensa que é interessante esticar ao máximo o prazo de financiamento, porque assim o valor da parcela diminui. Porém, o ideal é optar pelo menor prazo possível de financiamento para pagar menos juros. Sempre vale a pena calcular o valor da parcela para o prazo de 30 anos e também para 10 anos. E comparar o que melhor cabe no seu bolso, porque o prazo mais curto é mais vantajoso.

5. Quanto preciso de reserva?

Além de dar a maior entrada possível à vista, é importante reservar dinheiro para emergências. Imprevistos acontecem, e o ideal ter cerca de seis meses da renda guardados para esses casos. Muitas pessoas costumam dar tudo o que têm na hora da aquisição da casa própria. Depois, são pegas de surpresa pelos imprevistos e acabam atrasando o pagamento da prestação do imóvel. Economizar requer paciência e disciplina financeira. Inclua este reserva no seu planejamento para não se enforcar em dívidas.

6. Por falar em gastos extras: e os gastos contratuais?

Não são apenas os imprevistos que pedem uma reserva financeira. A compra de um imóvel inclui uma série de gastos contratuais. Estima-se que a documentação custe, no total, cerca de 4% do valor de uma casa. São despesas inevitáveis (e necessárias para que a compra fique legalizada). Portanto, devem estar no seu planejamento financeiro.

7. O bairro do imóvel combina com meu estilo de vida?

Antes de escolher o lugar da sua futura casa, avalie vantagens e desvantagens de cada bairro. O mais provável é que você ocupe esse imóvel por um bom tempo, portanto é fundamental que a região atenda seu estilo de vida. O que é mais importante para você: morar em um bairro residencial, em um lugar mais amplo e tranquilo, compatível com as necessidades da sua família? Ou seu estilo é mais um bairro comercial, com agito e localização estratégica? Pese essas características com a disponibilidade do seu orçamento e faça a sua escolha.

8. A propriedade escolhida está livre de inconvenientes?

Além do estado de conservação do imóvel outro ponto fundamental é analisar a parte legal. Verificar se a documentação está em dia e se não existe nenhuma complicação judicial envolvendo a propriedade.Pode acontecer, por exemplo, de um imóvel à venda estar implicado em um processo de herança ou divórcio, sem o conhecimento de todos os proprietários. Golpes e armadilhas no mercado imobiliário, infelizmente, podem acontecer. A idoneidade do vendedor ou da construtora não pode gerar desconfiança.

9. Minha documentação já está organizada?

Para investir em um imóvel é fundamental estar com o nome limpo e com a documentação em dia. No caso de solicitar um financiamento através de um banco, RG, CPF e comprovantes de renda são o básico. Faça uma lista com o que você precisa, separe uma pasta para deixar tudo guardado. Ter essa parte burocrática resolvida pode facilitar a aprovação do seu financiamento.

10. O valor pode ser negociado?

Você fez todo seu planejamento financeiro. Conseguiu economizar para dar uma boa entrada e considerou os gastos extras. Já escolheu o bairro, já pesquisou o estado físico e legal do imóvel. E a documentação está pronta. Com tudo isso, tem mais uma coisa que você pode e deve fazer: negocie o preço. O mercado imobiliário costuma ser flexível nesse aspecto e os valores podem ser conversados. Pergunte por descontos para quem paga à vista ou dá entradas maiores. Mostre seu interesse real pelo imóvel e faça uma proposta!Hoje em dia simular um financiamento é mais simples do que você imagina. Ao invés de se perder fazendo cálculos, acesse o SimulaImob. E calcule o valor da sua parcela de um jeito fácil e rápido!

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